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Amazing!!!!
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Mensagens de protesto

Mensagem perfeita para ter num cartaz, e que fica bem em qualquer protesto ou manifestação:

"Yo soy tu
Tu eres yo
Ellos no!!"
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Viva o tuga!

Numa discoteca "mainstream" de Madrid, dois homens comem-se (não se estavam a beijar, estavam mesmo já a precisar de um quarto) junto ao bar.

Reacção dos inúmeros espanhóis que ali se encontravam: passavam, olhavam, seguiam a sua vida.
Reacção da meia dúzia de portugueses que viram a cena: "eh, olha para aqueles dois, filhos da p%$#, cabr$%/, doentes. São uns DOENTES!!!"

Ainda bem que esta meia dúzia de portugueses é paga (e bem paga) para, entre outras coisas, promover a boa imagem do nosso país no estrangeiro.
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Ojos de Brujo, La Riviera, Madrid




Acho que me tinha esquecido disto. Foi em finais de Fevereiro. Um concerto de despedida de uma banda que andava para ver já há um ou dois anos. Faltou algo. Mas, ainda assim, um concerto cheio de energia, antigas (mas não velhas) canções e momentos bem passados.
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"Mussolini va a morir", teatro Lagrada, Madrid



Cada vez mais o teatro em Madrid demonstra ser bom mas não brilhante. Falta-lhe aquela pequena faísca que nos deixa a pensar, a sonhar, que nos faz sair de uma sala de teatro e mergulhar nas ideias do autor. Ainda assim, o meu aplauso para Miguel Torres, cuja interpretação nos leva a acreditar que estamos realmente perante um ditador, cegamente convicto das suas palavras.
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Geração à rasca





Nunca participei em manifestações. Tenho tanto gosto por política como desprezo pelas pessoas que a representam. Os partidos vejo-os como um aglomerados de pensantes que abdicam da sua vontade própria para carneirar em torno de um lider que, supostamente, representa todos eles. São um afunilar de ideias em que se perdem as identidades individuais em torno de um compromisso de ideias com as quais pactuamos mas não concordamos.

Independentemente da "colagem" partidária que se seguiu, o movimento "Geração à rasca" nasceu apartidário. Não era nem foi um protesto de um partido, organização ou entidade. Nasceu porque os portugueses estão descontentes, e decidiram mostrar eles mesmos isso a quem tem que nos governar e levar numa melhor direcção. Esta não foi uma manifestação de pessoas de esquerda, de direita, de membros de determinada classe, grupo ou causa. Foi uma manifestação de todos os portugueses, pois todos os portugueses sentem na pele o quão à rasca estão.

E, como português que poderia estar à rasca (de certa forma até estou), decidi participar. Fui até à embaixada portuguesa em Madrid, de forma pacífica e tranquila, demonstrar apenas com a minha simples presença que não concordo com o actual estado das coisas. E, embora apenas estivéssemos lá 40 pessoas, senti-me parte dos 100-200 mil (nunca há números consensuais) que estiveram em Lisboa. Sinto que fiz algo pelo meu país, por mim e pelas minhas pessoas, pelo meu futuro e pelo de todos nós, portugueses. Esperemos que a nossa classe política perceba a nossa mensagem: vocês não estão acima de nós, mas sim abaixo. Como se diz desde 74, "o povo é quem mais ordena".
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Madrid - Parte 23 de 192314

Estou deitado na minha cama, no meu quarto, na minha casa. Dizer isto é quase surreal. A minha casa. A minha vida. A nova.

Entre mil e um detalhes, tudo se parece alinhar. Continuo a não acreditar em coisas como o destino ou todos os seus pseudónimos, mas aparentemente tudo acontece por um motivo. Tudo gira no mesmo sentido, a orquestra toca e todos ouvem menos o maestro. E no meio de tudo isso dou por falta de algo que nunca tive. Ou que nunca soube ter. O que é, não sei. Ou melhor, não é nada. Mas faz-me falta. É algo que nunca quis ter, algo que alienei de tal forma que deixou de existir. Mas que existe. É como se a ausência de um sempre presente vazio se tornasse, de repente, a maior falha do planeta, e o engolisse de um só trago.

Parece que me deixei para trás. Em tempos fui eu, tinha tudo arrumado e tinha um espaço apertado para mim. Agora tudo o que resta é esta simplicidade, este conforto de existir e sobreviver nesta cidade que vive de me recebeu em troca de mim mesmo.
 
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